Votar no Senado pelo Gov.br
Ideia Legislativa em tramitação oficial no Senado Federal

Nossos direitos não podem depender de decisões provisórias.
Exigimos o Estatuto LGBTQIAPN+ em lei federal.

Casamento civil, proteção patrimonial, acesso à saúde, direitos de pessoas trans, não binárias e intersexo e punição rigorosa ao LGBTQIAPN+cídio, ao lesbocídio e ao transfeminicídio não podem depender de decisões temporárias: precisam virar lei definitiva aprovada pelo Congresso Nacional e unificada em um Estatuto para proteger mais de 19 milhões de pessoas brasileiras.

Casamento civil Código Civil, proteção patrimonial e adoção
Crime de LGBTQIAPN+fobia Código Penal, LGBTQIAPN+cídio e fim da conversão sexual e de gênero
Saúde integral no SUS Prevenção, Processo Transexualizador e capacitação profissional em lei
Pessoas intersexo Fim da mutilação genital sem consentimento
Apoio contra a expulsão Abrigo, Lei Maria da Penha e combate ao bullying
Identidade e Censo no IBGE Nome social sem nome civil e pesquisa oficial de gênero e orientação
Meta regimental do Senado Federal 20.000 apoios
Ao atingir 20 mil apoios, a proposta vira formalmente um Projeto de Lei na CDH Prazo: 4 meses

O paradoxo brasileiro: milhões de pessoas subcontadas e letalidade extrema

Contraste empírico entre a subnotificação nos levantamentos estatais e as pesquisas científicas epidemiológicas da Nature e de observatórios independentes — evidenciando a urgência de obrigar o IBGE, por lei, a pesquisar identidade de gênero, orientação sexual e intersexualidade no Censo.

População LGBTQIAPN+
19 milhões
12% das pessoas adultas no Brasil
1 em cada 8 pessoas adultas no país é LGBTQIAPN+
Pesquisa probabilística representativa nacional das pessoas adultas brasileiras. Entre as pessoas assexuais mapeadas, 93,5% são mulheres historicamente submetidas à invisibilidade.
Nature Scientific Reports (Unesp/USP/Datafolha, 2022)
Pessoas Trans e Não Binárias
~3 milhões
1,88% das pessoas adultas brasileiras
1,88 mi não binárias (63%) 1,09 mi trans (37%)
Cerca de 1,09 milhão de pessoas trans (0,69%) e 1,88 milhão de pessoas não binárias (1,19%) distribuídas de forma homogênea pelas cinco macrorregiões do país.
Nature Scientific Reports (Spizzirri et al., 2021)
Mortes Violentas LGBTQIAPN+
1 a cada 34h
257 mortes violentas em 2025
204 homicídios 20 suicídios 17 latrocínios
Dados apurados por observatórios da sociedade civil a partir do monitoramento da imprensa, em razão da ausência de padronização oficial no SINESP.
Observatório Grupo Gay da Bahia (GGB, 2025)
Assassinatos de Pessoas Trans
18º ano
País mais letal do mundo
Maioria jovem (pessoas de até 35 anos)
Maioria de pessoas negras e periféricas
Pelo 18º ano consecutivo, o Brasil permanece como o país mais letal do mundo para pessoas trans e travestis, com grave subnotificação estatal de denúncias.
Dossiê ANTRA (Janeiro de 2026)

Dimensionamento demográfico: subestimação do Estado vs. evidência científica (% de pessoas adultas)

Contraste direto entre a omissão censitária governamental na PNS de 2019 e a amostragem epidemiológica de pessoas adultas publicada na Scientific Reports da Nature.

População adulta LGBTQIAPN+ total Evidência científica • Unesp / USP / Datafolha (Nature)
12,0%
Omissão por medo ou estigma (pessoas que não responderam) Subnotificação estatal • IBGE, Pesquisa Nacional de Saúde
3,40%
Pessoas autodeclaradas ao Estado em ambiente domiciliar Dado oficial mínimo • IBGE, Pesquisa Nacional de Saúde
1,90%
Pessoas com variação intersexo ao nascer (limite superior) Parâmetro internacional • Alto Comissariado da ONU (ACNUDH)
1,70%
Pessoas não binárias Evidência científica • Unesp / USP (Nature)
1,19%
Pessoas transgênero Evidência científica • Unesp / USP (Nature)
0,69%

Letalidade violenta monitorada pela sociedade civil (vítimas anuais, 2024–2025)

Registros apurados a partir da imprensa e observatórios independentes diante da ausência de estatística oficial unificada na segurança pública.

Mortes violentas LGBTQIAPN+ GGB
257 em 2025 (vs. 291 em 2024)

Média de 1 morte violenta a cada 34 horas em território nacional.

Assassinatos de pessoas trans ANTRA
80 em 2025 (vs. 122 em 2024)

ANTRA alerta para forte subnotificação e aumento expressivo de tentativas de homicídio.

A ilusão de termos direitos garantidos por lei

Quase todas as conquistas fundamentais das pessoas LGBTQIAPN+ dependem de interpretações judiciais ou de normas administrativas vulneráveis a revogações políticas.

Casamento civil e família

Proteção patrimonial, sucessão e adoção

STF (ADI 4277) / CNJ nº 175

O Código Civil ainda diz "homem e mulher". A Comissão de Família da Câmara já aprovou o PL 5167/2009 para tentar proibir e anular o casamento homoafetivo na lei escrita.

Lei formal no Código Civil

Atualiza os arts. 1.514, 1.517, 1.565 e 1.723 para "duas pessoas", blindando proteção patrimonial, meação, herança, pensão por morte, licenças parentais, dupla filiação e adoção.

Enfrentamento à violência

LGBTQIAPN+cídio e terapias de conversão

Analogia pelo STF (ADO 26)

Não existe tipo penal próprio no Código Penal. A punição depende de analogia judicial à Lei de Racismo, sem qualificadoras letais específicas e com omissão de dados no SINESP.

Tipos próprios no Código Penal

Crime próprio de LGBTQIAPN+fobia, crimes hediondos de LGBTQIAPN+cídio, lesbocídio e transfeminicídio, criminalização de terapias de conversão sexual e de gênero e dados obrigatórios no SINESP.

Saúde integral no SUS

Prevenção, Processo Transexualizador e formação

Portarias e resoluções frágeis

Atenção à saúde regida por atos infralegais revogáveis (como a Resolução CFM 2.427/2025), carência de capacitação profissional obrigatória e barreiras recorrentes em atendimentos.

Lei Orgânica da Saúde (8.080)

Garante em lei a saúde integral no SUS com orçamento próprio, estratégias de prevenção combinada e profilaxias sustentadas em evidências atualizadas, Processo Transexualizador e capacitação profissional obrigatória.

Juventude, identidade e intersexo

Nome social, escola, abrigo e integridade física

Desamparo legislativo

Exposição forçada do nome civil em documentos, bullying sem qualificadora na Lei 14.811/24, pessoas jovens expulsas de casa sem abrigo e mutilação genital em pessoas intersexo sem consentimento.

Tutela legal integral

Nome social com exclusão do nome civil nos documentos, punição e indenização contra o bullying escolar, acolhimento a pessoas expulsas do lar e proibição da mutilação genital em pessoas intersexo sem consentimento.

Os 9 eixos estruturantes do Estatuto Nacional

Elaborados conforme a Lei Complementar nº 95/1998 para unificar e blindar em lei federal ordinária todas as frentes civis, penais, sociais e registrais das pessoas LGBTQIAPN+.

Eixo 01

Casamento civil, proteção patrimonial, famílias e adoção

Altera os arts. 1.514, 1.517, 1.565 e 1.723 do Código Civil para consagrar o casamento e a união estável entre duas pessoas, independentemente de orientação sexual, identidade de gênero ou características sexuais.

  • Proteção patrimonial e previdenciária: igualdade plena em regime de bens, meação, herança, direito real de habitação, planos de saúde e pensão por morte no INSS e em regimes próprios.
  • Parentalidade e filiação em cartório: licença parental integral (inclusive para pessoa não gestante e pessoas trans gestantes) e registro direto de dupla filiação e multiparentalidade, inclusive na reprodução assistida.
  • Adoção blindada: proíbe no ECA qualquer discriminação na habilitação e adoção e pune recusas ou atrasos de cartórios e agentes públicos.
Código Civil Previdência (INSS) CLT ECA
Eixo 02

Enfrentamento ao LGBTQIAPN+cídio, direito penal e segurança

Supera a dependência de analogia judicial ao criar tipos penais próprios contra a violência motivada por orientação sexual, identidade ou expressão de gênero e intersexualidade.

  • Crimes hediondos de ódio: tipifica e inclui na Lei de Crimes Hediondos o LGBTQIAPN+cídio, o transfeminicídio e o lesbocídio, além de majorante para o estupro corretivo e o induzimento ao suicídio.
  • Fim das terapias de conversão: criminaliza (equiparando à tortura, com reclusão e cassação de registro ou alvará) qualquer prática de conversão de orientação sexual ou de identidade de gênero.
  • Dados policiais e custódia digna: campos obrigatórios de identidade de gênero, orientação sexual e nome social nos B.O.s e no SINESP, delegacias especializadas e alocação segura com continuidade hormonal na Lei de Execução Penal.
Código Penal Crimes Hediondos Lei 7.716/1989 SINESP & LEP
Eixo 03

Saúde integral no SUS, prevenção e capacitação profissional

Inscreve na Lei Orgânica da Saúde (Lei 8.080/1990) a Política Nacional de Saúde Integral LGBTQIAPN+, protocolo unificado de acolhimento e o Processo Transexualizador em lei federal.

  • Processo Transexualizador blindado em lei: orçamento próprio, metas de redução de filas e critérios definidos por evidências científicas internacionais, anulando restrições infralegais como a Resolução CFM 2.427/2025.
  • Prevenção sustentada em evidências: universalização na atenção básica de estratégias de prevenção combinada, autotestagem e profilaxias biomédicas sustentadas em evidências científicas atualizadas.
  • Treinamento profissional obrigatório: formação curricular nos cursos da saúde, capacitação permanente das equipes do SUS, despatologização da assexualidade e sanção à violência institucional.
Lei 8.080/1990 Diretrizes Curriculares SUS
Eixo 04

Educação inclusiva, crime de bullying e reparação civil

Articula proteção pedagógica, responsabilização penal de pessoas adultas imputáveis e reparação indenizatória integral diante da ineficácia de 86% das respostas escolares atuais.

  • Reforma do art. 146-A do Código Penal: retira a brecha "sem motivação evidente" da Lei 14.811/2024 e pune com reclusão o bullying presencial e virtual por LGBTQIAPN+fobia, agravado na omissão dolosa da direção (aplicando-se medidas pedagógicas do ECA a adolescentes).
  • Bullying como infração civil indenizável: responsabilidade objetiva da rede pública ou privada, dano moral presumido, custeio de tratamento psicológico/psiquiátrico e ata notarial gratuita para provas digitais.
  • Clima escolar na LDB: protocolo obrigatório de notificação às Secretarias e Conselhos Tutelares, índice anual de violência escolar e garantia do nome social estudantil.
LDB Código Penal (Art. 146-A) Código Civil & CPC
Eixo 05

Proteção social, Lei Maria da Penha, abrigo e fim da expulsão

Enfrenta a violência doméstica, a rejeição familiar e o desamparo habitacional que atingem desproporcionalmente pessoas jovens e vulnerabilizadas da comunidade.

  • Lei Maria da Penha expressa em lei: assegura proteção integral a mulheres trans, travestis, pessoas não binárias vulnerabilizadas e relações homoafetivas, enquadrando a expulsão do lar por LGBTQIAPN+fobia como violência doméstica sujeita a medidas protetivas e alimentos.
  • Auxílio e moradia emergencial: institui benefício emergencial e aluguel social prioritário na Lei Orgânica da Assistência Social para pessoas expulsas de casa ou em situação de rua.
  • Casas de acolhimento: cria cofinanciamento federal permanente para abrigos especializados em todas as capitais e regiões metropolitanas.
Lei Maria da Penha ECA Lei 8.742/1993
Eixo 06

Identidade civil, nome social e exclusão do nome civil

Codifica a autodeterminação de gênero em lei federal, eliminando constrangimentos documentais e barreiras financeiras ou judiciais nos cartórios e órgãos de identificação.

  • Nome social com exclusão do nome civil: obrigatoriedade nacional nos setores público e privado com exclusão da exibição do nome civil (nome de registro) e do sexo de nascimento na face da Carteira de Identidade Nacional (CIN), crachás, chamadas escolares, prontuários e cadastros, mantendo vínculo apenas interno e sigiloso pelo CPF.
  • Retificação gratuita e sigilosa: alteração extrajudicial gratuita de prenome e gênero em cartório (estendida a diplomas e certidões, sem laudos, cirurgias ou ação judicial).
  • Marcador não binário: reconhecimento legal uniforme da identidade não binária nos registros civis e documentos nacionais.
Lei 6.015/1973 Identidade Nacional (CIN) Lei do Nome Social
Eixo 07

Proteção integral a pessoas intersexo e fim da mutilação genital

Garante em lei federal a integridade corporal, a autonomia e o cuidado ético não patologizante para pessoas nascidas com variações nas características sexuais.

  • Proibição penal da mutilação sem consentimento: proíbe e tipifica como lesão corporal gravíssima (com cassação de registro profissional) cirurgias genitais, esterilizações e intervenções irreversíveis em pessoas intersexo sem consentimento prévio, livre e esclarecido (salvo estrito risco vital atestado por junta médica).
  • Registro civil protegido: direito em lei ao registro de nascimento sem imposição binária forçada e designação posterior gratuita, sem laudo, cirurgia ou ação judicial.
  • Atenção no SUS e prontuário: acolhimento multiprofissional não patologizante e acesso imprescritível ao prontuário médico.
Código Penal Lei 6.015/1973 SUS
Eixo 08

Trabalho digno, ações afirmativas e inclusão produtiva

Combate a exclusão estrutural do mercado formal de trabalho por meio de cotas legais, estímulos em contratações públicas e formação remunerada.

  • Cotas em concursos e universidades: reserva legal de vagas para pessoas trans, travestis, não binárias e intersexo nos concursos públicos federais e nas universidades e institutos federais.
  • Preferência em licitações: critérios de incentivo e desempate na Lei 14.133/2021 para empresas com programas efetivos de contratação, equidade e permanência de pessoas LGBTQIAPN+ vulnerabilizadas.
  • Qualificação com bolsa: programas nacionais de elevação de escolaridade e capacitação técnica acompanhados de bolsa-auxílio mensal de permanência.
Concursos & Universidades Lei de Licitações Trabalho & Renda
Eixo 09

Censo oficial no IBGE, financiamento e vedação ao retrocesso

Encerra o apagamento estatístico estatal e institui governança permanente com orçamento protegido contra revogações administrativas.

  • Pesquisa obrigatória no IBGE: altera a Lei 5.534/1968 para obrigar a inclusão de identidade de gênero, orientação sexual e características sexuais (intersexo) no Censo Demográfico e nas pesquisas domiciliares e de saúde.
  • Sistema e Fundo Nacional em lei: cria o Sistema Nacional de Direitos LGBTQIAPN+, com Conselho Nacional paritário permanente e Fundo Nacional próprio.
  • Blindagem normativa: cláusula expressa de vedação ao retrocesso que invalida portarias, decretos ou resoluções contrárias ao Estatuto.
Lei do IBGE Fundo Nacional Vedação ao Retrocesso

O dossiê legislativo completo de 70 páginas

O formulário do Senado Federal impõe um limite de 700 caracteres no cadastro inicial da proposta. Por essa razão, disponibilizamos abaixo, para consulta exclusiva e sempre atualizada diretamente neste portal, o Dossiê Técnico-Legislativo oficial de 70 páginas que será anexado aos autos da Comissão de Direitos Humanos assim que atingirmos os 20.000 apoios.

Articulação dogmática completa dos 9 eixos (LC 95/1998)
Controle de convencionalidade da Corte IDH (OC-24/17)
Infográficos de demografia, letalidade e violência escolar
42 referências científicas e jurídicas verificadas em ABNT
Versão oficial sempre atualizada • Iniciativa: projeto História LGBTQIA+
Ir para:
Somente leitura